Deco: a startup brasileira que quer matar o WordPress

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Três ex-VTEX criaram um produto para brigar com o WordPress, a plataforma dominante do mercado de content management system (CMS) com um market share de mais de 60% desse mercado e de mais de 40% de todos os sites da internet.

Guilherme Rodrigues, Luciano Júnior e Rafael Crespo — que se conheceram enquanto trabalhavam na empresa de gestão de ecommerce — criaram a Deco.cx há pouco mais de um ano. Rodrigues e Luciano são programadores desde a adolescência; Rafael é formado em design e trabalhava na área de atração de talentos da VTEX. 

“A demanda nesse mercado é para cima e para direita. Nunca vai ter menos sites sendo criados. E o número de programadores para fazer isso não é suficiente e cresce num ritmo menor,” Guilherme, o CEO, disse ao Brazil Journal.

“Criamos uma ferramenta que permite criar um site complexo e de alto volume de acessos com menos uso de talentos, e menos desenvolvimento.”

Hoje, para criar um site que tenha um alto volume de acessos, o processo é trabalhoso. Primeiro é preciso escolher a tecnologia de programação que será usada. Depois escolher o framework e contratar alguma plataforma de CMS, onde os editores vão poder mexer no conteúdo. Por fim, é preciso escolher a infraestrutura de hospedagem do site, implementar uma plataforma de analytics e, muitas vezes, contratar uma ferramenta de teste A/B.

“Na Deco, você aperta ‘create a site’, escolhe um template e em dois minutos o programador tem acesso ao código e vai poder trabalhar em cima para fazer o frontend,” disse Luciano, o CTO.

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A startup também oferece um analytics próprio — que segundo os fundadores é muito mais leve que o do Google, não prejudicando a velocidade do site – bem como uma plataforma de teste A/B e um serviço próprio de hospedagem.

O cliente paga apenas pela hospedagem e tem acesso a todos os outros serviços inclusos no valor. A mensalidade é de US$ 9,99 por cada 10.000 pageviews.

A Deco fez sua primeira rodada em dezembro de 2022, quando levantou US$ 600 mil com os dois fundadores da VTEX — Geraldo Thomaz e Mariano Gomide — e outros investidores-anjo.

Agora, acaba de fazer uma nova captação de US$ 2,2 milhões numa rodada seed liderada pela MAYA Capital, a gestora de Mônica Saggioro e Lara Lemann, e com a participação da FJ Labs, Lanx e Crivo Ventures. 

A Deco vai usar os recursos para escalar o negócio no Brasil com foco em grandes contas; a startup também está entrando nos Estados Unidos com o modelo de autosserviço. 

Por enquanto, a Deco tem 65 contratos assinados e 35 sites em produção. A lista de clientes inclui a Zee.Dog, a marca de produtos pet adquirida pela Petz, a Embelleze, o ecommerce de cosméticos, e as marcas de moda Osklen e Baw (da Arezzo&Co).

A estimativa dos fundadores é faturar entre US$ 1 milhão e US$ 2,5 milhões este ano, dependendo de como a expansão nos Estados Unidos se desenvolver.  

A principal estratégia da Deco para distribuir seu produto no Brasil é por meio de uma parceria com programadores freelancers e agências de criação de sites. A startup criou uma comunidade no Discord que já tem mais de 2.500 programadores. 

A tese é que esses programadores e agências vão passar a indicar a seus clientes a criação do site dentro da plataforma da Deco — dada a maior facilidade e os benefícios de performance que ela oferece. 

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Segundo Rafael, um dos primeiros sites criados na Deco — a Loja Torra, de moda — ficou em primeiro lugar no último ranking dos sites mais rápidos do Brasil, à frente do Mercado Livre e da Amazon.

Esse ganho de velocidade tem a ver principalmente com o fato da startup usar menos Javascript na programação dos sites. 

“Isso faz com que a gente mande menos coisas para o browser e faça mais processamento no nosso servidor,” disse Guilherme. “Fica um pouco mais caro para a gente, mas a diferença de usabilidade e conversão mais do que compensa.”

A Deco também criou um marketplace de serviços de programação para sites, onde qualquer um pode contratar pequenos jobs como a criação de uma landing page. A Deco não cobra nenhum take rate, mas como os serviços só poderão ser feitos em sua plataforma, a expectativa é que isso também ajude a atrair clientes.

“O WordPress tem a tecnologia mais popular hoje porque é muito fácil encontrar um programador especializado em WordPress, então é muito cômodo,” disse Guilherme. “Vai ganhar globalmente nesse mercado a plataforma que tiver a maior abundância de devs usando.” 

O WordPress é o carro-chefe da Automattic, uma empresa americana de desenvolvimento de software fundada em 2005 e avaliada em US$ 7,5 bilhões três anos atrás.

 



Pedro Arbex

Fonte: / braziljournal.com

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